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Educação na Periferia: a escola passada era melhor que a de hoje?

Especial Educação na periferia

Nesta edição especial do jornal O Bairro, entrevistamos o morador do bairro que é especialista na área da Educação. Trata-se do Professor Jefferson Peixoto da Silva, ex-aluno da Escola Municipal Dr. Habib Carlos Kyrillos e morador da região. Jefferson é graduado em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP (2003) e em Pedagogia pela Universidade Nove de Julho – UNINOVE (2010), é também Mestre em Educação pela Universidade Cidade de São Paulo – UNICID (2008) e Doutor em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP (ingresso em 2014).

Professor Jefferson morador do bairro e Educador

O Bairro – Há um mito que muitos divulgam que o ensino nas escolas públicas era melhor entre as décadas de 70 a 90. Muitos que cursaram as escolas públicas nestas décadas nas escolas públicas da periferia afirmam que a educação era melhor em relação a de hoje. Isto é verdade? Por que?

Jefferson: A escola dos anos 70 a 90 funcionava com base em uma lógica muito distinta da de hoje. Naquele tempo, tanto a escola como a própria sociedade funcionavam a partir de uma lógica que era autoritária e simplificadora. Em função disso quem não aprendia era reprovado, quem não atendia a algumas regras mínimas como usar o uniforme, por exemplo, era proibido de entrar na escola e mais do que isso, quem não usava esse uniforme porque não tinha condições de comprá-lo ficava fora da escola, assim como o aluno que não aprendia porque tinha alguma dificuldade cognitiva, era tratado não como alguém que precisava de atenção especial, mas como alguém pouco esforçado e, assim, por repetir vários anos seguidos, mesmo indo todos os dias a escola, esse aluno com dificuldades acabava desistindo e não havia nenhum mecanismo para ir buscar esse aluno, que era tido simplesmente como evadido. A lógica era simples: quem não aprende do modo como a escola ensinava estava fora! Quem não tinha como seguir as regras estabelecidas também.

Do ponto de vista pedagógico, há ainda que se destacar que em muitas escolas daquela época, aprender era sinônimo de decorar e não de pensar, interpretar e/ou exercitar o senso crítico, até mesmo porque o método de ensino por excelência defendido pelos militares (que administraram o país entre 64-84) era o método mnemônico e, para eles, o papel da escola era preparar para o trabalho (em termos de tecnicismo) e pronto. Como, para eles, se preparar para o mundo do trabalho significava aprender a ter as condutas de obediência e submissão, o peso da obediência às regras e da formação de condutas era mais valorizado do que a aprendizagem cognitiva em si. O apreço deles pelo método mnemônico era um exemplo disso, pois em termos práticos significava o esforço rigoroso para fixado algo na mente. Quem decorava, portanto, demonstrava disciplina.

Em uma sociedade marcada pelo autoritarismo tanto quanto o pensamento militar defendia, não é de se espantar que tal método vigorou durante muito tempo mesmo para além das bases de pensamento militares. Basta então olharmos para este cenário e para as estatísticas educacionais daquela época (os índices de repetência, de evasão e de alunos fora da escola eram alarmantes, até porque não havia escolas para todos) para constatarmos que aquela escola não era melhor do que a escola de hoje, muito pelo contrário. A escola daquela época excluía aqueles que não tinham condições de se manterem nela e reprovava aqueles que não aprendiam, ou melhor, que não decoravam suas lições. Ela reprovava e reprovava muito. Neste sentido, não acho que possamos dizer que uma escola que deixava de atender mais da metade da sua população possa ser chamada de boa. Seguindo dados do próprio Ministério da Educação, em 1990, apenas 19% da população possuía o então primeiro grau completo, 13% o nível médio e 8% o ensino superior.

Também não acho que seja boa uma escola que mantinha altas taxas de reprovação. Em minha opinião, escola boa é aquela que faz o aluno aprender, não aquela que além de não garantir a aprendizagem de grande parte dos seus alunos, depois ainda os expulsa. Assim era essa escola: seletiva e excludente. Por funcionar como uma espécie de peneira e ficar apenas com os alunos considerados “melhores”, essa escola acabava tendo uma aparência de qualidade, mas era uma qualidade ilusória, pois era muito fácil parecer ser boa trabalhando apenas com uma parte da população, e justamente a parte que atendia plenamente seu modo de funcionamento.

Internamente ela realmente funcionava bem, pois ela tinha instrumentos para levar os alunos a fazerem aquilo que ela queria que os alunos fizessem, algo que de certo modo falta à escola de hoje, cuja estrutura e professores estão totalmente desempoderados. Mas não significa que ela era uma boa escola por conta disso, pois ela funcionava bem apenas para os alunos que aprendiam o que ela queria ensinar. Ao mesmo tempo, porém, ela era muito severa com aqueles que não conseguiam fazê-lo e, neste sentido, falhava em sua missão educativa, uma vez que essa missão tem que considerar o todo da população e não apenas alguns poucos com melhor desempenho.

Ao mesmo tempo, sua missão é ensinar, mas aquela escola encobria seus próprios fracassos reprovando e excluindo todos aqueles que ela própria não conseguia ensinar. É como se ela dissesse que o aluno tinha que se adequar a ela para se manter quando na verdade era ela que precisava se adequar ao aluno para fazê-lo aprender, mas ignorava esse papel. Falava-se muito em fracasso escolar, portanto, e o que é o fracasso escolar? É basicamente algo que continuamos a ver se repetir hoje que é o fato de o aluno ir a escola todos os dias, mas não conseguir aprender. A única diferença é que hoje há mecanismos para manter o aluno na escola e isso fica mais evidente, enquanto que naquela época o aluno era simplesmente expulso ou desistia por conta própria e isso ficava meio que encoberto.

Com relação à questão da periferia há algo de muito sintomático nessa questão do fracasso escolar, algo que precisa ser muito bem compreendido. Trata-se da linguagem da escola. A escola está estruturada com base em uma linguagem que está muito distante da linguagem da periferia (a linguagem elitista) e isso explica porque as taxas de reprovação e fracasso escolar tendem a ser maiores entre essa população. Isso porque, para os alunos de classes sociais elevadas, é muito fácil entender a linguagem da escola, pois é a linguagem do cotidiano deles. Para o caso dos alunos da periferia, no entanto, antes de aprender os ditos conteúdos e saberes escolares, eles precisam aprender a linguagem por meio da qual esses conteúdos e saberes são ensinados, o que não é natural para eles, leva tempo e nem sempre é alcançado.

Isso explica em grande medida o tipo de fracasso escolar que impera hoje que vem sendo chamado de analfabetismo funcional. Em outras palavras, a escola dos anos 70-90 não era melhor do que a de hoje porque a de hoje está mais preocupada com a diversidade que constitui nossa sociedade e está orientada de modo a não ser mais excludente, mas ainda assim, ela ainda não encontrou o caminho para cumprir adequadamente seu papel. Não é, portanto que ela seja pior do que a escola dos anos 70-90, ela apenas não oculta mais seus fracassos como aquela escola fazia. Como a escola de hoje precisa lidar com todos que a procuram e que precisam dela, suas dificuldades de funcionamento ficam bem mais evidentes, não dá para escondê-las, o que de certa forma é positivo, pois mostra exatamente que algo não está bem e precisa ser mudado. No caso anterior, todavia, a realidade era ocultada e ficava por isso mesmo.  

Junto com essa ideia bastante questionável de que a escola dos anos 70-90 era melhor do que a de hoje, costuma-se falar também que a docência já foi uma profissão muito valorizada e que hoje os professores estariam perdendo o grande prestígio que um dia já tiveram. Nesse sentido, é importante notar que essa também é uma perspectiva muito relativa e que precisa ser muito bem compreendida. De modo resumido, em um passado mais distante, o acesso ao conhecimento era algo muito difícil, assim como aos próprios cursos superiores que podiam levar a esse conhecimento sistematizado.

Sendo assim, o acesso ao conhecimento estava muito ligado à questão da classe social, diferente de hoje que a revolução tecnológica em curso, como por exemplo, a internet permite o acesso ao conhecimento de modo abundante por meio de computadores, smartphones e outros dispositivos. Em outras épocas, a formação universitária era algo que só as classes mais abastadas conseguiam ter e, dentro desse contexto, o professor era tão valorizado quanto ainda é hoje um engenheiro, um médico, etc., uma vez que o acesso a esses cursos ainda costuma ser muito difícil (muitíssimo concorrido no caso das universidades públicas, por exemplo e muito caro para se manter, mesmo em universidades públicas), de modo que isso gera uma demanda por esses profissionais em nosso país muito maior do que o número de profissionais formados na área.

De certa forma isso também acontece com os professores (há falta deles), mas o processo de massificação que houve no ensino a partir dos anos 90 acabou levando também a uma massificação na formação dos professores. O prestígio dos professores naquele contexto de épocas passadas tinha a ver com uma questão de classe social, portanto, pois apenas os membros das classes sociais mais abastadas conseguiam acesso à formação sistematizada e ao conhecimento necessário para exercer a docência.

Como diz o ditado “em terra de cego quem tem olho é rei”. Assim, aqueles que tinham conhecimento e formação superior eram muito admirados, porque poucos tinham acesso àquilo, mas não podemos nos esquecer que a educação básica no Brasil nunca foi valorizada como precisa ser, nunca houve um programa nacional de valorização do professor e da educação que quisesse, de fato, levar educação de qualidade para todo o país e, diante disso, conviveu-se durante muito tempo também com os ditos professores leigos, pessoas que precisavam apenas provar que sabiam ler, escrever e realizar as quatro operações básicas da matemática para serem professores.

Os primeiros professores do Brasil foram os jesuítas e eles foram os únicos professores que tivemos por mais de 200 anos. Quando o Marquês de Pombal proibiu o ensino jesuítico e instituiu as aulas régias, os professores passaram a ser leigos, mas eram muito poucos e diversas vezes nem sequer recebiam o salário, uma mazela que de certo modo anunciou o modo como os professores seriam tratados por aqui. Tais professores eram poucos, trabalhavam em más condições (instabilidade, por exemplo), não era necessário que tivessem formação de ponta para lecionar e os salários além de não serem tão altos geralmente falhavam.  Ainda hoje convivemos com professores que possuem apenas o ensino médio e ainda assim lecionam em determinadas regiões do país. Mesmo que a legislação diga que a formação para o magistério deve se dar em nível superior, a carência em algumas regiões é tamanha que a própria legislação educacional deixa brechas para isso, sob o pretexto de reconhecer as “especificidades locais”. Em termos de salários, uma armadilha muito séria nas compensações dos professores, sobretudo da carreira pública, é o pagamento por hora-aula e por jornadas baseadas nessas horas-aula.

Hoje, mesmo com a instituição do piso nacional tal situação de armadilha não foi superada, pois enquanto o salário mínimo aumenta todo ano até como forma de acompanhar o aumento progressivo do custo de vida, os salários dos professores não são regulados de acordo com o salário mínimo, com a inflação ou algum outro tipo de indicador. O aumento se dá apenas como questão discricionária dos diversos governos aos quais o professorado está vinculado e isso costuma vir apenas depois de muita negociação, envolvendo sindicatos e demais órgãos de representação. Diante disso, passam-se anos sem que os professores recebam reajustes enquanto os preços de tudo a sua volta aumentam. Isso traz uma grande defasagem ao salário. Houve até uma época em que os salários dos professores eram bons, mas foi um curto período e com a massificação da educação tal salário só vem despencando e quando têm reajustes eles não cobrem as perdas. 

Outro ponto importante nessa questão é que o dito prestígio dos professores muitas vezes era confundindo com o poder, o poder de reprovar. Naquela escola excludente de que falamos, o respeito ao professore não era necessariamente advindo da admiração pelo seu conhecimento, mas sim do medo, o medo da reprovação. O professor tinha em suas mãos o poder de reprovar e diante de uma escola e uma sociedade que eram autoritárias, os professores eram muito mais temidos do que reverenciados, era mais uma questão de autoritarismo do que de autoridade.

O Bairro – As novas políticas de educação melhoraram ou pioraram as escolas?

Jefferson – As políticas educacionais adotadas a partir dos anos 90 foram muito positivas com relação a sua motivação. O objetivo era prioritariamente colocar na escola aqueles que estavam fora dela, isto é, garantir-lhes o acesso e, ao mesmo tempo, reduzir os altos índices de reprovação e evasão escolar que existiam. Tais políticas ficaram conhecidas, sobretudo, como políticas de universalização do ensino e correção de fluxo, pois um outro problema muito sério era a distorção idade/série entre os alunos, consequência direta da reprovação. Em certo sentido, a política de correção de fluxo foi adotada justamente para viabilizar a política de universalização, em termos de acesso e permanência.

Sem entrar aqui nos detalhes dos elementos contextuais que levaram o Brasil a adotar essas políticas, não há como negar que seu objetivo foi muito positivo. Apesar de estarem fundamentadas em intenções legítimas, no entanto, essas políticas foram um fracasso em termos de aplicabilidade. Elas trouxeram um verdadeiro caos para a educação porque foram implementadas sem um mecanismo de acompanhamento e readequação, ou seja, não se fez experiências piloto para verificar se dariam certo ou mesmo não houve reflexão e reação diante de seus fracassos. Por um lado essas políticas fizeram apenas escancarar a fragilidade das nossas escolas e dos seus métodos de ensino, sua incapacidade de lidar com seu aluno, especialmente os das periferias. Escancarou também a distancia entre a linguagem desses alunos e a linguagem da escola, uma distorção que não é educacional, é socioeconômica. Por outro lado, ela trouxe consequências negativas sim, pois fizeram uma escola que já era questionável se tornar ainda pior.

Isso porque ela tirou dos profissionais que atuam na escola – principalmente dos professores – toda a sua autoridade, isto é, eles ficaram esvaziados dos mecanismos que tinham para conseguir fazer as coisas funcionarem. Peguemos, por exemplo, o caso da progressão continuada, uma medida que foi adota a fim de atender a política de correção de fluxo. Por mais equivocado que isso seja, a reprovação era um dos principais instrumentos que os professores utilizavam a fim de garantirem o respeito a sua autoridade. Com a progressão continuada, os professores foram simplesmente destituídos desse mecanismo e passaram a sofrer hostilizações constantes dos alunos. Não é a toa que os casos de adoecimento mental são a principal causa de afastamento do trabalho entre os professores e dobraram nos últimos anos. Não se trata aqui de dizer que a escola tem que continuar reprovando e que o poder de reprovação tem que ser devolvido aos professores para que eles voltem a ser respeitados pelos alunos. Não acho que o respeito do aluno pelo professor deve ser condicionado a um instrumento de poder, mas também não acho que o professor pode continuar sendo refém dos alunos e vítima de um sistema que não garante condições mínimas de trabalho como está acontecendo.

Claro que não era positivo que o respeito ao professor estivesse vinculado a um mecanismo de poder chamado reprovação, mas tirar isso assim, abruptamente sem colocar nada no seu lugar nem sequer trabalhar alguma coisa nesse sentido configurou uma perversidade enorme contra esses profissionais, ao mesmo tempo que foi também uma perversidade contra o aluno, pois os resultados estão aí: indisciplina, violência, baixo aproveitamento, vergonha mundial em termos de aproveitamento escolar.

A escola virou um caos porque os mecanismos que garantiam seu funcionamento foram simplesmente tirados à força e o pior, desprovida de tais mecanismos fundamentais, a escola viu sua população escolar dobrar, quadriplicar, quintuplicar. Sem permissão para continuar reprovando e/ou expulsando os alunos, a escola passou a ter que conviver com toda essa diversidade de alunos, tanto os que ingressaram a partir dessas políticas dos anos 90 (sobretudo alunos mais pobres que antes não conseguiam entrar e/ou se manter nas escolas) como também com aqueles que ela simplesmente antes reprovava ou expulsava.

E tem que lidar com esses alunos estando com seu poder em frangalhos. Embora haja um discurso de certo modo acertado de que o respeito do aluno pelo professor precisa ser construído a partir de uma relação que envolve conquista de confiança, admiração e carisma, o que esse discurso não diz é que isso precisa ser estruturado enquanto um projeto de nação, projeto esse que valorize, de fato, seus professores. Não precisamos ir longe nessa questão, basta lembrar que o salário dos professores no Brasil é simplesmente lamentável (é o mais baixo, por exemplo, entre profissionais de ensino superior) e que, por outro lado, sempre que há qualquer problema educacional a ser discutido na mídia o professor passa a ser escrachado como “mal formado” ou “pouco esforçado”. Sem contar as atitudes governamentais de interromperem manifestações dos professores com uso da violência por parte das polícias, como vimos acompanhando.

O Bairro – A desvalorização do professor afetou este processo?

Jefferson – Sem sombra de dúvidas afetou, qualquer sistema precisa de todos os seus componentes e recursos funcionando bem para garantir a obtenção dos seus objetivos. O sistema educacional não é diferente. Claro que, quando falamos de um sistema temos que precisar no todo, sistema não é apenas a soma de partes, mas o pleno funcionamento (e em harmonia) de um todo. Mas não há também como ignorar que o professor forma, junto com o aluno, o núcleo desse sistema. Não há como esse sistema funcionar adequadamente e atingir seus objetivos se um dos seus elementos mais fundamentais que é o professor não consegue trabalhar, como esta acontecendo. No caso do professor, como ele precisa da livre adesão do aluno para ensinar, não se trata apenas de falarmos em desvalorização.

No caso do professor a desvalorização se reflete em falta de condição de trabalho, pois estando desvalorizado o aluno não o respeita e não aceita aprender com ele, passa a hostiliza-lo e praticar a anti-aula sem que o professor tenha mecanismos efetivos para se contrapor a isso. Assim sendo, não há ensino, logo, não há como o professor trabalhar nem como o sistema não atinge seus objetivos. Pena que a cegueira política que ronda a questão parece não conseguir enxergar isso, mas continua covardemente a atribuir a culpa ao professor, que é justamente a vítima de uma condição perversa.   

O Bairro – Tudo evoluiu nos últimos, a tecnologia é um exemplo, porém a escola continua há décadas. A falta de investimento nas escolas e nos espaços educacionais interfere na educação?

Jefferson – Sem dúvida. Conforme dissemos anteriormente, o professor precisa da livre adesão do aluno para conseguir trabalhar. Essa é uma máxima muito importante que aprendi com um dos grandes professores que tive, o professor Jair Militão. A escola que temos sempre teve uma grande dificuldade para lidar com alunos provenientes de classes sociais inferiorizadas simplesmente porque ela, a escola, fala uma língua que é muito distante da língua desse aluno, como o aluno das periferias dos grandes centros urbanos, por exemplo. Em países como o nosso cujo abismo entre as classes é tão acentuado, essa questão é ainda mais importante. Além de haver essa distância entre a linguagem da escola e a linguagem do aluno pobre de periferia, agora há um outro tipo de abismo que é o tecnológico. Diante disso nossa escola ficou não apenas distante da língua de grande parte do público que a frequenta, mas distante também da nova linguagem mundial que é pautada pela velocidade, pelo dinamismo e por que não dizer pelo protagonismo. Nas redes sociais, cada um é protagonista da sua história (ainda que idealizada) e da visão de mundo que compartilha. Mas isso não traz só pontos positivos, pelo contrário, traz muitos riscos.

A recente atenção dada avalanche das Fake News é um exemplo. A ilusão da superficiliadade bate cada vez mais a porta e isso mostra que talvez mais do que nunca a escola se torna fundamental enquanto espaço de reflexão, formação do senso crítico e aprofundamento. Mas, não há como competir com uma Ferrari se você está em uma carroça. É preciso sim investimentos pesados na educação para que ela se equipe e possa ser levado a serio pelos alunos e pela sociedade. Só é possível analisar criticamente uma realidade se você possui credibilidade para isso e enquanto a tecnologia não chegar pesadamente às escolas elas não vão ser levadas à serio. Mais do que credibilidade, se trata de representatividade. Os alunos que estão hoje tão seduzidos por essa tecnologia jamais se sentirão representados por escolas e professores que estão com bolas de ferro em seus pés enquanto eles, os alunos, estão querendo voar.

O Bairro – O que é necessário para melhorar a educação nas escolas públicas?

Jefferson – Esta é a pergunta de um milhão de dólares. Somos muito bons em apontar os erros e falhas, mas muito rasos em apontar soluções. Por isso, embora a questão seja muito complexa, acredito profundamente que o início da solução resida em algo muito simples, porém difícil de se conseguir. A solução está em um detalhe que vai na contramão da nossa história. Trata-se primordialmente de vontade política para que isso aconteça. Para melhorar a educação pública brasileira, é preciso que haja pesados investimentos para que ela passe a ter a cara do nosso século (pois ainda tem a cara do século XIX) e, sobretudo, de valorização dos seus professores. Essa fórmula foi adotada por países como Cingapura e já vem sendo adotada há muito tempo por países nórdicos que nos fascinam com seus resultados, como Noruega e Finlândia. É preciso parar com a hipocrisia dos discursos que confundem dinheiro enviado às escolas com investimentos reais, como também é preciso parar com a covardia de dizer que nossos baixos resultados são culpa dos professores que seriam mal formados.

O professor é mal pago e mal assessorado, tem baixo respaldo e poucos recursos para trabalhar, além de sofrer por estar em uma sociedade que, embora diga que seu trabalho é importante, está constantemente de olho nele com desconfiança e não o valoriza na prática. Essa atitude é estimulada por nossos próprios governantes que sempre dizem que vão dar “cursos para os professores” (como se eles não tivessem sempre estudando) toda vez que são interpelados sobre o que vão fazer para melhorar a educação.

Como podemos ver, nem aqueles que contratam os professores os respeitam. Diante disso, como os alunos poderão respeitar? Como é que um professor com salário e condições de trabalho precários conseguirá ser valorizado e respeitado pelos seus alunos? A fórmula é relativamente simples: investimentos pesados e valorização real do professor, mas isso esbarra em um uma miopia que muitos atribuem ao pensamento atrasado de uma elite política e econômica que acha que o povo tem que ser mantido sem condições adequadas de ensino para serem mais facilmente manipulados. Mal percebem eles que o atraso real está neles.

População realiza ato em prol do CEU Cidade Ademar

Dezenas de movimentos sociais, artistas regionais, veículos de comunicação da região, políticos e população, realizaram um ato para a construção do CEU Cidade Ademar na Vila Joaniza.

No último sábado, dia 14 de maio, o Movimento pelo CEU Cidade Ademar – coletivo que reúne dezenas de organizações sociais – junto com a população realizaram um ato em apoio à construção do CEU Cidade Ademar. O evento aconteceu na Praça da Vila Joaniza e reuniu ainda alguns artistas locais e ainda várias lideranças comunitárias e também algumas autoridades e representantes políticos que compareceram em apoio ao futuro Centro Educacionais Unificados (CEU) no terreno do Clube da Caixa localizado no bairro.

Movimentos populares se reuniram no local

A reinvindicação principal é a aceleração da possível desapropriação de parte do terreno pertencente à Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal, popularmente conhecido como Clube da Caixa, como pagamento de dívidas de IPTU. Por outro lado, o clube luta na justiça pela isenção destes impostos, já que a Prefeitura concedeu isenções de IPTU a clubes como São Paulo, Palmeiras, Corinthians, entre outros.

Os movimentos populares pedem que o Poder Judiciário julgue o mais rápido possível este processo, já que a Prefeitura já emitiu a ordem de desapropriação de parte do terreno e o equipamento já foi incluído no Programa Metas da Prefeitura de São Paulo 2021/2024 (meta 25).

De acordo com uma das organizadoras do ato, a educadora social e coordenadora do Movimento de Moradia da Vila Missionária e Cidade Ademar, Clair Helena dos Santos, a região da Cidade Ademar tem o mesmo número de habitantes que o município de Diadema e uma área territorial ainda menor e possui uma rede de educação deficitária e carente de espaços de lazer, cultura e não possui ainda um polo cultural, teatro ou cinema. “O CEU poderia ser um inicio deste desenvolvimento na região e cumpria parte deste papel. Temos que ter acesso ao lazer e a cultura. O clube deve ter consciência e se aproximar da comunidade, pois pela proposta, o CEU ocuparia apenas 20% do seu espaço, não tiraríamos nada dos associados deste”, relatou.

Parceria com a comunidade – Para o professor e diretor da EMEI Cruz e Souza Marcos Manoel dos Santos, há uma morosidade no processo para a desapropriação do imóvel.  “É uma morosidade, embora seja uma demanda legitima é ao mesmo tempo uma atitude mesquinha do clube, pois requer na Justiça seus direitos fazendo ‘barganha’ com a prefeitura ao requerer os mesmos direitos dos clubes como Corinthians, Palmeiras, entre outros. Deveria ter uma pré-disposição de negociar com a prefeitura e com a comunidade, pois isto já rola desde 2015”, comentou.

Santos diz ainda que o clube está na comunidade e deveria ter esta aproximação com a população local. “O clube não deve lutar pelos seus direitos como moeda de troca, não parece correto. A construção do CEU dentro do seu espaço seria uma forma de permitir que a população frequente o espaço e conheça também as dependências do clube, e assim, poderia fazer parcerias com a prefeitura como faz o SESC, só assim, o clube estaria integrado junto à comunidade, traria melhoria, tanto para o clube que se tornaria popular e conhecido, como também para a comunidade. Isto seria bom pra todo mundo”, sugeriu.

 Para um dos associados do Clube da Caixa, que apoia a construção do CEU nas dependências do clube em que ele é sócio, a administração não quer aceitar a negociação de 20% do imóvel. “O clube luta por um espaço por entender que é dele. Sou um sócio externo, não sou funcionário da Caixa Econômica, mas hoje a diretoria está mais flexível para aceitar novos associados. Acredito que qualquer melhoria para a população é bem vinda”, comentou.

Para Mauro Castro, um dos líderes comunitários presentes ao local, a região da Cidade Ademar é completamente carente de lazer e cultura. “Hoje a Casa de Cultura da Cidade Ademar é um movimento itinerante, pois não tem um espaço físico ainda. A participação popular é determinante para que conquiste este direito. A manifestação envolvendo dezenas de movimentos sociais e entidades da região é para que o Poder Público cumpra com esta determinação para a construção deste equipamento o mais rápido possível”, disse.

Necessidade do espaço – Algumas autoridades estavam presentes ao local, entre elas, o deputado estadual Enio Tatto, que afirmou a importância da manifestação em prol do CEU Cidade Ademar e, em entrevista ao Bairro Cidade Ademar durante o evento, o deputado relembrou da concepção destas escolas pelo ex-prefeito Celso Daniel em Santo André e depois idealizada pela ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. “Esta luta é legitima. A região da Cidade Ademar e a Vila Joaniza, só não ganharam um CEU por falta de espaço. É um equipamento que começou na gestão do PT da Marta Suplicy. Aqui só tem um espaço que é o terreno da Associação do Clube da Caixa, a prefeitura já fez a desapropriação do imóvel e o clube deve aceitar, pois todo mundo defende o CEU. Mas tem que conceder, ou vender parte daquele espaço”.

O Bairro Cidade Ademar questionou o deputado Ênio Tatto referente às isenções de impostos (IPTU) aprovadas pelo Poder Legislativo, tanto na Câmara dos Vereadores, como na Assembleia Legislativa, que é a razão do Clube da Caixa estar na Justiça querendo esta isonomia, entretanto, o deputado defende a isenção, mas requer a contrapartida destas entidades. “São duas coisas, o espaço do clube da Caixa é único. Os associados têm outros locais que podem frequentar. Este acordo do Clube da Caixa com a prefeitura é necessário para a comunidade”, afirmou.

Entretanto, o deputado é favorável às isenções do  IPTU dos clubes grandes. “Sou favorável às isenções, mas deve haver a contrapartida para a população. Os clubes deveriam assumir escolas, creches, entre outras entidades. Nós da bancada do PT lutamos para que ocorra uma contrapartida. A grande discussão é esta, pois não vamos tirar os terrenos do Palmeiras, Corinthians, São Paulo, mas entendemos que estas entidades devem dar outras propostas para a comunidade. Nós estamos lutando, todos os clubes tem isenções de IPTU, pois eles receberam o terreno gratuito da prefeitura há mais de 50 anos e devem ter uma contrapartida e devem dar este retorno à população, pois eles têm lucro e não retornam nada”, finalizou o deputado.

Veja as imagens do evento

Conheça as cinco principais doenças decorrentes da hipertensão arterial

Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão é considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, renais e até mesmo neurológicas.
 

É caracterizada pelo aumento anormal e por tempo prolongado da pressão causada pela circulação do sangue pelas artérias do corpo.
 

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial em repouso é igual ou superior a 14×9. Os sintomas tendem a aparecer apenas nos estágios mais avançados e, se não tratados adequadamente, podem evoluir para outras doenças.
 

Médicos especialistas da plataforma Doctoralia apresentam as principais consequências da hipertensão arterial.
 

AVC

De acordo com o Dr. Carlos Henrique Carneiro, neurologista, a hipertensão pode contribuir para vários tipos de AVC. Com o aumento da pressão e a incapacidade de dilatação das artérias da cabeça, amplia-se o risco de entupimentos. A consequência pode ser obstrução ou rompimento de vasos sanguíneos no cérebro.
 

Insuficiência Renal
A hipertensão arterial pode acometer as artérias renais e fazer com que os rins percam, progressivamente, a função, levando ao quadro de insuficiência renal. De acordo com o nefrologista Dr. Carlos Eiji Koga, no estágio inicial, a insuficiência renal não costuma apresentar sinais: “É o que chamamos de doença silenciosa. Já em casos mais avançados, os sintomas estão relacionados à diminuição do volume de urina, náuseas e vômito, alteração do hálito, espuma na urina e retenção de líquido”, explica o especialista.
 

No entanto, pacientes com hipertensão mal controlada, com fator de risco, problemas cardíacos, diabetes, obesidade, sedentarismo, e doenças genéticas, como pedras nos rins, têm maior propensão para a falência renal.
 

Infarto

A hipertensão arterial é um dos maiores fatores de risco para o processo inflamatório crônico das paredes das artérias com acúmulo de colesterol, plaquetas, fibrinas, cálcio e restos celulares que leva à formação de placas enrijecidas e reduz a elasticidade. Consequentemente, os vasos sanguíneos são obstruídos e, podem levar ao infarto.
 

Por isso, pacientes com fatores de risco como diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, predisposição genética e a hipertensão arterial mal controlada devem prestar atenção aos sinais. “O infarto costuma se apresentar com dor torácica em aperto ou pressão que piora aos esforços e melhora no repouso, podendo também estar associado a falta de ar progressiva, enjoo, vômitos, suor frio”, alerta a cardiologista Bárbara Pires Ihara.

Arritmia

Outra doença cardiovascular que pode ser resultado da hipertensão é a arritmia. Os principais sintomas são palpitação, dor no peito, falta de ar, cansaço, tontura e desmaio. Já o tratamento da arritmia vai depender dos sintomas, da gravidade e dos riscos de complicação da arritmia.
 

Qualquer pessoa, independentemente da faixa etária e sexo, pode sofrer arritmia cardíaca. No entanto, “a maioria das ocorrências está relacionada a quem apresenta doenças cardíacas prévias e que tem histórico dessas doenças na família, como é o caso de pessoas com hipertensão”, ressalta a especialista Bárbara.

Insuficiência Cardíaca

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão e o entupimento das artérias coronárias, frequentemente associado à hipertensão arterial, são responsáveis por mais da metade dos casos de insuficiência cardíaca. Segundo a cardiologista Bárbara Ihara, “quando a hipertensão arterial é controlada, a longo prazo, a pressão elevada sobrecarrega o músculo cardíaco, deixando-o cada vez mais fraco e com dificuldade para bombear o sangue em quantidade adequada para atender às necessidades do corpo”.
 

O principal sintoma da insuficiência cardíaca é o cansaço ao realizar esforços habituais. Além disso, também pode apresentar inchaço nas pernas, dor ou desconforto no peito, dificuldade para dormir com a cabeceira baixa, despertar noturno devido à falta de ar.
 

Apesar de não ter cura, as chances de controle da hipertensão são muito altas. Então é fundamental manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades físicas. O acompanhamento médico também é importante para verificar se há necessidade de tratamento medicamentoso.

Sobre a Doctoralia

A Doctoralia é uma empresa doGrupo Docplanner, maior plataforma de saúde do mundo. Presente em 13 países, o grupo é responsável por atender 53 milhões de pacientes e processar mais de 7,5 milhões de agendamentos de consultas por mês, atualmente, possui mais de 2 milhões de profissionais de saúde em sua base, com um total de 10 milhões de avaliações de pacientes. A companhia foi fundada em 2012, na Polônia, e possui uma equipe de 2.200 funcionários nos escritórios de Varsóvia, Barcelona, Istambul, Roma, Bolonha, Munique, Cidade do México e Curitiba.

Com a missão global de tornar a experiência em saúde mais humana, a Doctoralia atende a diferentes públicos ao oferecer uma gama diversificada de serviços: marketplace, que permite agendamento e avaliação de consultas, softwares médicos para consultas virtuais, sistema SaaS (Software as a Service) voltado para otimização da gestão e do fluxo de pacientes e o TuoTempo, um software de relacionamento com o paciente, ou CRM (Customer Relationship Management), que promove uma experiência que valoriza o paciente em toda a sua jornada, focada em instituições de saúde, como hospitais, redes de clínicas e centros de medicina diagnóstica.

Para ampliar o alcance do serviço, a Doctoralia disponibiliza também o aplicativo móvel nas versões iOS e Android.

Enel lança campanha de segurança nas construções civis e os perigos dos pipas

 Com o objetivo de alertar sobre os perigos da rede elétrica campanha é integrada a ações das quatro distribuidoras do grupo (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás) – Interação de usuários com games é uma das novidades da campanha.

A Enel Brasil, um dos maiores grupos privados do setor de energia do País, lança campanha de segurança para a população. Além das já tradicionais ações de redes sociais, spots em rádios e outdoor social em comunidades, a companhia leva pela primeira vez mensagens na rede elétrica para jogos online.

Na campanha, assinada pela Ogilvy, intitulada Movimento pela Vida, a Enel abordará os riscos relacionados a diversas atividades como pipas, construção civil, poda de árvores, fios partidos. A veiculação alcançará as populações dos estados onde estão as quatro distribuidoras da empresa no País: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás. Além das peças mais gerais, algumas serão adaptadas para as realidades regionais, como no caso de Goiás, que terão peças mencionando riscos envolvidos na rede elétrica para o agronegócio, já que a área de concessão abrange também a zona rural.

“A campanha traz um de nossos valores fundamentais: a segurança. Na Enel não abrimos mão deste princípio em tudo que fazemos, seja para nossos colaboradores ou para nossos clientes, afirma Janaína Vilella, responsável pela Comunicação da Enel Brasil. “Nos preocupamos muito com a comunicação com o cliente e a proximidade com o público, por isso esta campanha é tão importante. As peças usam uma linguagem simples e exemplos do dia a dia para ajudar na conscientização da população sobre a segurança com o uso das redes elétricas”, explica. 

Um diferencial da campanha é a parte de branded games, em que o usuário pode jogar durante a veiculação do anúncio para ganhar pontos. No jogo o personagem Juca passa por três fases em que precisa concluir cada uma delas para passar para a seguinte e pontuar. A primeira fase do jogo é sobre pipas e o jogador precisa desviar a pipa da rede elétrica até o final para evitar o risco de choque. A segunda é sobre poda de árvores e o jogador precisa passar uma serra elétrica nos galhos das árvores sem que encoste na fiação, evitando o choque. E a terceira e última é sobre agronegócio e o jogador precisa desviar um trator de obstáculos em sua fazenda. Ao final das três fases, o jogador é levado à tela com a mensagem: “Junte-se à Enel no movimento pela vida. Coloque as nossas dicas de segurança em prática”.   

Além da campanha de mídia, há outras ações de comunicação direta com o cliente programadas para o ano. Entre elas estão: ativações nas lojas de atendimento presencial e em eventos realizados pela companhia; palestras de conscientização em escolas e comunidades e a extensão do projeto Colorindo com Energia, que realiza a pintura dos muros de subestações da Enel Brasil com mensagens sobre a importância dos cuidados com a rede elétrica.

Trabalhadores comemoram 1º de Maio na Praça do Jardim Miriam

O último domingo, 1º de maio, foi diferente para os frequentadores da Praça do Jardim Miriam. Além da tradicional “Feira do Rolo” que acontece todas as semanas no local, houve também a comemoração do Dia do Trabalho com as intervenções por meio de artes, política e poesias para quem passava pelo local. O evento foi organizado pelo Comitê de Lutas de Cidade Ademar Pedreira e Jabaquara, com apoio da subprefeitura de Cidade Ademar e Apeoesp Santo Amaro e Rádio Poste.

De acordo com Agnaldo Passa, um dos organizadores do evento, a manifestação do Dia do Trabalho foi uma ação conjunta e ainda foi divulgado um manifesto, que sairá no site Expresso Periférico. Agnaldo relata que, durante o ato, algumas pessoas retrucavam de forma violenta por meio de palavras ofensivas. “Outra e a provável forma violenta nas ruas durante as eleições, as provocações e as manifestações da direita tem sido um treinamento e mediação de forças que aconteceram no jardim Miriam. Fomos provocados por quatro pessoas. Homens brancos que nem de longe fazem parte do povo miserável da região. Eles podem até morar por aqui”, relatou.

Poesia e Professores – O evento também ficou marcado por intervenções poéticas com declamações de poesias dos professores Gabriel Messias e José Soares e também do professor Roberto dos Santos, conhecido como Professor Betinho, presidente do PSOL Diadema e autor do livro “A poesia e a luta”, pela editora Vento Forte.