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Pesquisa da Sabesp aponta que 9 em 10 moradores aprovam despoluição do Zavuvus

Levantamento na Vila Joaniza, um dos primeiros locais a receber ação da Sabesp, revela que 97% consideram importantes as obras de saneamento; para 69%, elas trouxeram benefícios como redução da sujeira, do mau cheiro e de doenças, entretanto a situação na Vila Missionária ainda há problemas.

Nove em cada dez moradores e trabalhadores da Vila Joaniza (ou 93%)  aprovam  as  obras  da  Sabesp  para despoluição do córrego Zavuvus, realizadas dentro do programa Novo Rio Pinheiros, e quase a totalidade (ou 97%)  considera  a  despoluição muito importante/importante. Além disso, a eficiência  do Novo Rio Pinheiros para tornar mais limpo um dos principais rios  de  São  Paulo  tem nota 7,8. Os dados são de levantamento realizado para  a Companhia pelo Instituto FSB Pesquisa com moradores, trabalhadores e comerciantes da região.

A reportagem do jornal o Bairro Cidade Ademar também esteve no local e ouviu alguns moradores, que apesar de aprovarem, afirmam que a situação do Córrego Zavuvus em alguns pontos continuam criticas, e não mudaram nada, principalmente alguns metros antes da Vila Joaniza, ou seja na Vila Missionária, onde o córrego e vários afluentes estão dentro das comunidades.

Afluente do Zavuvus canalizado na Vila das Pratas na Vila Missionária

Bairro de alta vulnerabilidade social na região da Cidade Ademar, zona sul de  São  Paulo, a Vila Joaniza está localizada na bacia do Zavuvus, um dos primeiros  córregos  a  receber,  em  novembro  de 2019, obras do Novo Rio Pinheiros,  programa do Governo de São Paulo que visa a despoluição do rio até  dezembro  de  2022,  integrando-o de volta à cidade e ao dia a dia de seus moradores.

 A bacia  do Zavuvus está saneada, com obras finalizadas, beneficiando 173 mil  habitantes.  A  meta  de  conexão  de  imóveis ao sistema de coleta e tratamento,  evitando  que o esgoto seja despejado diretamente no córrego, foi  ultrapassada:  18.387,  ante  15.868  previstos  (+16%) – no total do programa,  já  foram 622 mil imóveis, ante 533 mil previstos (+17%).  Como resultado,  a  água  do  Zavuvus  está  visivelmente mais transparente e é possível avistar pequenos peixes.

Viela sob um afluente do Zavuvus na Vila das Pratas com tampas de bueiros amenizaram o problema das enchentes, mas ainda é risco em períodos de Chuvas

 A percepção dos benefícios da despoluição do Zavuvus é predominante entre os  moradores   da   Vila  Joaniza,  revela  a  pesquisa.  Para  69%  dos entrevistados,  as  obras  trouxeram  benefícios,  sendo que os principais deles são: redução da sujeira, com menos insetos e roedores (51%); redução do mau cheiro (40%); redução de enchentes (24%); redução de doenças (22%); e  melhor  qualidade  de  vida (19%). A maioria (61%) também considera que esses benefícios são permanentes.

 Entre  os  impactos  sociais  e  ambientais mais importantes trazidos pela despoluição  do  córrego,  os  entrevistados  citaram  o  cheiro (43%) e o combate  a  doenças (35%). Ligações de esgoto (49%), quantidade de lixo no córrego/rio (42%) e qualidade de água do córrego/rio (37%) são, segundo os entrevistados, os aspectos ambientais que mais melhoraram após as obras de despoluição do córrego.

 O  levantamento  mostra  ainda  que  o Novo Rio Pinheiros é bem avaliado e conhecido  na  Vila  Joaniza,  bairro distante aproximadamente 8 km do rio Pinheiros:   45%   afirmaram   ter  conhecimento  do  programa  (entre  os comerciantes da região, o nível chega a 60%).

 Questionados  sobre o quanto acreditam no programa, numa escala de 0 a 10, os participantes deram nota 7,8 tanto ao item “Entregando um rio Pinheiros mais  limpo”  quanto  a  “Realizando  projetos  sociais  na  região”.   Já “Melhorando  a  saúde  da  população”  e “Ajudando a população moradora da região” tiveram avaliação 6,9.

Para a dona de casa, Maria Aparecida de Oliveira, 53 anos, o córrego Zavuvus passa atrás de sua casa na Vila Missionária e o mau cheiro e os riscos de enchentes nas épocas de chuvas são eminentes. “Falam que vão canalizar os córregos há décadas, mas nunca fazem nada. Eles vieram aqui, capinaram as margens dos córregos, mas já já, vai ficar como era antes. Lá perto do clube (Clube da Caixa Econômica) está canalizado, aqui na comunidade não”, finalizou.

Este post foi publicado em: Cidade Ademar, Notícias

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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Letras, pela Faculdade Diadema. Pós-Graduado em Estudos Linguísticos e Literários pela Fundação Santo André. Andante das ruas da Cidade Ademar e de toda São Paulo e apaixonado pelas comidas de boteco e futebol, principalmente futebol de várzea.

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