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Dia do Índio, dia do “outro”

Pelo que sei, a etnia brasileira é formada pelo índio e as demais que chegaram depois, porém, o povo brasileiro não o insere no contexto social, pois ele está sempre à margem.

O índio muitas vezes é visto como um “outro”, no imaginário popular de Iracema, Perí, ou seja, nos livros de José de Alencar. A visão que a sociedade tem do índio nos faz parecer que ele não faz parte da nossa etnia, é como se fosse um “patrimônio” brasileiro.

Renato Russo soube exemplificar isso na música “Que país é esse”, quando diz: “quando vendermos todas as almas dos nossos índios no leilão. Que país é esse?”.

Esta visão do índio que o povo brasileiro ainda tem é do herói, é a imagem de Peri ou de Iracema, vivendo apenas nas florestas, ou seja, a sociedade não consegue vê-los nos grandes centros, nas universidades, ocupando cargos em empresas, etc. Os índios ainda permanecem como estes heróis no imaginário popular e hoje, Dia do índio, muitas escolas ou pessoas irão se “fantasiar” de indígena, repetindo um preconceito estrutural.

Enquanto isso, os índios “reais”, são massacrados por fazendeiros que desconhecem os Peris ou as Iracemas, pois conhecem apenas a “terra”. Por isso, o dia 19 abril, dia do índio é apenas um outro dia.

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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Letras, pela Faculdade Diadema. Pós-Graduado em Estudos Linguísticos e Literários pela Fundação Santo André. Andante das ruas da Cidade Ademar e de toda São Paulo e apaixonado pelas comidas de boteco e futebol, principalmente futebol de várzea.

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