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1ª Igreja Batista do Jd Miriam celebra Jubileu de Ouro

Inaugurada em 1971 na Avenida Cupecê, onde hoje é o supermercado Ricoy, a 1ª igreja Batista do Jardim Miriam foi o primeiro templo religioso do bairro e uma das organizações que auxiliaram no desenvolvimento local.

A Primeira Igreja Batista do Jardim Miriam celebrou, com êxito, o seu Jubileu de Ouro, marcando cinco décadas no trabalho de evangelização e em prol da comunidade do  bairro, através das suas diversas vertentes de atuação.  A comemoração acontece durante todo o ano, sendo que, as celebrações aconteceram do dia 13 a 17 de Outubro, que aconteceram por meio de conferências, cultos e apresentações de grupos musicais em sua sede, na Avenida Pedro de Avos, 227.

Inaugurada no dia 16 de outubro de 1971, na Avenida Cupecê, a igreja foi a primeira do bairro. De acordo com o pastor João Amador de Melo no local não havia nenhuma entidade religiosa no local. Pastor João relembra ainda que no inicio dos anos 70 não havia transporte público no bairro e os moradores tinham que andar de charrete ou ir caminhar até a Casa Palma para pegar o transporte público para o Centro de São Paulo ou Santo Amaro.

História – O primeiro líder do trabalho na região foi o pastor Francisco Holanda Moreira (1965 – 1970); em seguida, também exerceram a lideranças os pastores, Nelson Fragoso 1971 – 1972), Agenor Moura de Carvalho (1972 – 1974) e, interinamente, José Cristóvão da Silva (1974 – 1975). No dia 22 de agosto de 1975, a convite do pastor interino, assumiu a liderança, o Pr. João Amador de Melo, que permanece até os dias de hoje.

A saída da Avenida Cupecê foi em 1978 quando teve início a construção do templo que foi inaugurado no dia 16 de outubro de 1984. Neste período o pastor João Amador teve o privilégio de batizar mais de mil novos membros, tendo no rol atual 465 pessoas. Os outros 600 que passaram pelo rol de membros, tendo sido batizados, foram transferidos para outras igrejas.

Veja a entrevista com o pastor João.

O Bairro – Como foram as mudanças de 1971 até os dias atuais?
Pastor João – Então, praticamente foi uma renovação total, a questão física e a propriedade. Nós tínhamos aqui na época, 400 metros de área física da igreja. Hoje estamos com mais de mil metros de construção da área, compramos mais três propriedades em volta da igreja. Então a mudança foi de 120%.

O Bairro:  Quando a igreja começou eram quantas famílias e quantas são hoje?
Pastor João
– Nós éramos praticamente três famílias aqui, com uma frequência de 30 a 40 pessoas. Hoje nós temos uma frequência de 300 a 400 pessoas por semana na igreja.

O Bairro: Como foi o desenvolvimento da igreja no bairro e como foi este crescimento?
Pastor João –
Nós acompanhamos o crescimento do bairro. Quando viemos para cá, nós não tínhamos asfalto aqui, os ônibus vinham só até a Casa Palma, nós não tínhamos estrada aqui, então a igreja cresceu junto com o bairro, com as famílias do bairro, famílias vizinhas.Nós participamos do desenvolvimento da igreja e do bairro também.

O Bairro: Como eram os ônibus, eles saiam apenas da Casa Palma?
Pastor João
– Os ônibus para a cidade saiam da Casa Palma. De lá para cá, era de carroça animal. A Cupecê era tudo de terra, tudo barro.

O Bairro: Então vocês iam de charrete até a Casa Palma para pegar ônibus?
Pastor João – Era praticamente nestas condições. O povo andava muito a pé. Não tinha comércio, não tinha movimento de veículos, a ligação até aqui era praticamente zero. Mas depois começou a se desenvolver.  Nós começamos na Avenida Cupecê onde hoje é o Ricoy. Alí foi o primeiro prédio da igreja.

Acompanhamos o desenvolvimento, com o tempo, ali foi pavimentado e então começou o trânsito de Diadema para São Paulo, tudo por alí. Com isto ficou muito difícil a igreja permanecer naquele local. Por conta dos ônibus e trânsito. Então o pastor Francisco Holanda viu este local aqui (Av. Pedro de Avos, 227 ), que este imóvel nesta esquina estava à venda e a Igreja da Cidade Ademar comprou este terreno aqui, e aqui igreja se desenvolveu aqui.

O Bairro – Como foi o desenvolvimento das famílias aqui? Qual foi o impacto das famílias aqui no bairro da Cidade Ademar com a igreja?

Pastor João – O impacto foi muito grande porque era uma coisa nova. Não tinha praticamente nada de igrejas por aqui, o povo não tinha onde cultuar a Deus. Nem a igreja católica da Vila Missionária existia. Aqui a igreja é pioneira. É a pioneira do bairro.

O Bairro – Foi a primeira igreja aqui da região?

Pastor João – Aqui da região foi a primeira igreja, construída com o prédio e sede própria, foi a primeira.

O Bairro – Desde então, quantas pessoas já passaram por aqui?

Pastor João – Pessoas que já passaram por aqui, dá um total de 638 pessoas que já não estão mais aqui. Pessoas que passaram. Aqui, as pessoas que ficaram, temos uma frequência, são cerca de 450 membros atuais da igreja. Agora pessoas que passaram por aqui, nós temos a contabilidade da secretaria da igreja, é de 638 pessoas.

O Bairro – Isto sem falar os visitantes.

Pastor João – A maior parte faleceu e outros estão em outras igrejas.

O Bairro – Aqui nós vemos gerações…

Pastor João – Eu estou aqui na quarta geração. Estou apresentando aqui os filhos, dos filhos, dos filhos das pessoas… Estou na quarta geração.

O Bairro – Pastor, como o Sr, Vê o mundo hoje em relação ao mundo quando a igreja foi criada? Qual o papel da igreja hoje em relação ao que foi no passado, é diferente?

Pastor João – Tremendamente diferente, 100%, vou dizer 150% diferente. Hoje o desrespeito, a falta de critério de vida familiar, é completamente diferente.

Nós temos uma grande dificuldade de manter o padrão religioso e por consequências de familias… As famílias desiorientadas e as igrejas tem um grande e eficaz trabalho para colocá-las no trilho da vida normal. Então a depravação, a falta de respeito, a falta de compromisso com a vida familiar é 100% diferente. Infelizmente.

O Bairro – Quais são os novos desafios para o futuro pastor?

Pastor João – Os desafios são de continuar o nosso padrão, e quando nós aprendemos o que é família, o que é igreja e o que é vida de consagração, temos que manter. E isto tem se tornada mais difícil, pois o mundo daquela época é diferente do de hoje, e a visão da família é completamente diferente do que é hoje. Então há muitas divisões da família, separação. O número de divórcio aumentou… Então temos uma dificuldade muito grande da igreja manter os seus padrões.

O Bairro – Hoje qual é o papel da igreja? O que ela oferece para as pessoas comparecerem? Há ainda algum projeto social? Como ela impacta a sociedade no entorno?

Pastor João – Nós temos atualmente, nós distribuimos mensalmente 22 cestas básicas para pessoas cadastradas. Ontem mesmo uma pessoa veio aqui que não é cadastrada e pediu uma cesta básica.

Normalmente não são pessoas da igreja, não são pessoas que frequentam a igreja. São pessoas que tem essa vida desastrosa no mundo das drogas. É família destruída que não tem condições de se sustentarem.

E a igreja se sente na obrigação, apesar que isto não é o Ministério da igreja, mas eu vou dizer depois qual é o Ministério da igreja. A igreja se sente na obrigação de ver e acudir estas pessoas, que lamentavelmente não tem condições de sobrevivência, porque o Ministério da igreja, que nós recebemos de Jesus Cristo, é pregar o evangelho.

Lá em Marcos capítulo 16, nos versículos 15 e 16, “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Não é dar comida. Esta questão social não é um problema da igreja, é um problema do Governo, das autoridades constituídas, então a responsabilidade é deles, mas por conta do descaso com as famílias, a igreja se vê na obrigação de cumprir com este ministério também, que nós fazemos com muito amor e com muita alegria.

Mas nós não temos ninguém daqui, a não ser um aumento de desemprego que alguém fica desamparado dar para dar um amparo.

O Bairro – Parabéns pelo Jubileu de Outro. Há alguma coisa que o Senhor gostaria de acrescentar para as pessoas que estão vendo aqui para visitar a igreja e conhecer a igreja.

Pastor João – Tenho, estava conversando com uma pessoa daqui do bairro, um vizinho nosso, que nos procurou pedindo para que nós o ajudássemos com uma cesta básica. Expliquei que nós temos um cadastro que fazemos com as pessoas de forma anual. Durante o ano a igreja tem a responsabilidade de cumprir este cadastro, porém isto é momentâneo, porque a função da igreja é orientar a pessoa a entregar a vida para Jesus, depois que entrega a vida para Jesus Cristo, dificilmente ele vai pedir alguma coisa.

Eu sou pastor há mais de 50 anos, é na verdade 56 anos de pastorado e eu nunca vi um crente fiel pedir alguma coisa, ou esmola ou viver na dependência dos outros, ele sempre tem para sobreviver. Nós temos aqui… Sérgio… 30 ou 40 famílias, todas elas com vidas próprias sustentadas não pela igreja, mas por Deus, porque ao entregaram a vida a Jesus Cristo. e a visão da igreja é: você entrega a sua vida a Jesus e você não precisa viver pedindo nada para ninguém, você sempre tem para suprir.

A palavra de Deus diz que Aqueles que andam no caminho do Senhor serão terão plantados junto a videira de águas…

O servo de Deus, o crente tem sempre para dar e não para pedir, esta é a visão da igreja e se a pessoa quer ser feliz… Entrega a sua vida a Jesus, ele anda nos caminhos de Deus e ele nunca vai precisar de mendigar o pão de cada dia.

O Bairro: Muitos jovens estão assistindo ao vídeo agora, qual o convite que o senhor poderia fazer para eles conhecerem a igreja.

Sim, eu desafio a todos estes jovens… Se você quer ser feliz, se você quer ter um futuro, quer ter sua família, gerar filhos, ser sustentado não pela igreja, mas por Deus, venha entregar a sua vida a Jesus, procure aqui, pois você encontra a a verdadeira felicidade, eu estou dizendo isto porque eu aceitei a Jesus Cristo com 15 anos de idade, eu não tinha família, não fui criado por pai e mãe, minha mãe morreu eu tinha de dois para três anos de idade, depois fui criado pela minha irmã, meu pai era um alcoólatra, e com 15 anos de idade comecei a fumar a beber, mas graças a Deus, conheci uma família que me levou para a igreja e aceitei a Jesus Cristo.

Hoje eu sou um homem feliz, bem sucedido, tenho minha família. Trabalhei 14 anos na Ford Brasil, sou aposentado por ela e trabalho para Cristo, tenho o meu salário da igreja e vivo feliz pela graça de Deus e com o poder de Deus. Peço que o jovem nesta idade de transição, de 15 anos pra frente, da adolescência para a mocidade… Entregue sua vida para Jesus, deixem as drogas, droga é droga, não serve para nada… Entreguem suas vidas para Jesus.

Veja o depoimento de Nauser Vilas Boas


Veja as fotos do Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista do Jardim Miriam

1 comentário

  1. Estanislau Vilas Boas diz

    Quero mais uma vez, parabenizar o jornal pela matéria do jubileu de ouro da 1a Igreja Batista Bíblica em Jd. Miriam, muita abençoadora, e o jornalista Sérgio pelas perguntas objetivas e sucinta, parabéns ao jornal o Bairro, uma observação q possa chegar mais aos lares dos moradores da região

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